domingo, 26 de novembro de 2017

PERU - Compilado de Viagem XII - Vale Sagrado dos Incas I



18 de junho - Café da manhã, foto no jardim interno do hotel. Frio, muito frio - 2ºC. Saímos bem cedo. A névoa ainda impedia que avistássemos Cusco que ficava para trás enquanto subíamos a montanha em direção aos caminhos do Vale Sagrado dos Incas, com o sol à frente tentando se impor majestoso sobre os Andes. 



No caminho casas típicas da região, sempre com os dois Toritos de Pucara de cerâmica, preenchidos com estrume, na cumeeira dos telhados, para proteção, sorte e prosperidade no lar. Nos mais remotos vilarejos, sempre o orgulho de ser cusquenho expresso nas paredes das casas. 


Primeira parada: Awana Kancha, um empreendimento particular que promove a recuperação de técnicas ancestrais de fiação e tecelagem andina. Um  local com visual  rústico, construído com  pedra e barro, onde num mesmo espaço podemos conhecer as diferentes espécies de camelídeos andinos - alpacas, lhamas, guanacos e vicunhas, tocá-los e até alimentá-los ao mesmo tempo que do outro lado do caminho se pode conhecer  técnicas de tecelagem com a lã dos animais e tintura da mesma com tintas elaboradas a partir de elementos da natureza: plantas, minerais e até uma bactéria do cacto - cochinilla - que amassada torna-se um pigmento carmim, além da exposição das inúmeras espécies de milho e batatas andinas. Tudo bem organizado, com excelentes guias locais e com o envolvimento de famílias da comunidade local.

















De Awana Kancha fomos para a cidade de Pisac e seu famoso mercado ao ar livre onde, em incontáveis e coloridas barracas se encontra de tudo que o Peru pode oferecer em termos de artesanato. Não sou de fazer compras, mas, não resisti e comprei  uma concha como recuerdo, sendo esta, e devo registrar, minha primeira compra em dólar, não sem antes passar na lanchonete e beber uma chicha morada bem gelada.







Hora de partir, lançando um último olhar para as ruínas da velha cidade sua única igreja que se destaca em meio aquele de cenário árido e quente. 

Sempre acompanhando o Rio Urubamba - meseta de las arañas em quechua -  um dos principais rios do Peru, o Vale Sagrado apresenta em todo seu trajeto vestígios da cultura inca, preservados como santuários e extensas áreas de cultivo de milho, batatas e especialmente quinoa que, com suas cores amarela, branca e vermelha nos remetem aos campos de trigo de Van Gogh, rodamos até a hora do almoço no agradável restaurante Tunupa, às margens do Urubamba. 










Com as forças refeitas, resta saborear lentamente o chá de coca para enfrentar o Mal das Alturas, na subida do Ollantaytambo, nossa próxima parada. 




sábado, 3 de junho de 2017

Compilado de Viagem XI – Cusco – La ciudad


17 de junho de 2016 - Ainda sem fôlego por causa  das maravilhas vistas pela manhã, tomo  um bom banho, aproveito para provar mais uma delícia peruana – Lomo Saltado -  e parto para o ponto de encontro com a condução que me levará para um tour em Cusco. Tour que foi uma degustação do que essa cidade fantástica tem  para oferecer: história, arquitetura, tradição, mistérios...




Cusco ou Qosqo,  cidade sede do Império Inca, de onde toda autoridade e sabedoria emanava e para onde todos convergiam para reverenciar seu imperador e seus deuses no imponente Korikancha ou Qurikancha (em quéchua, Quri Kancha, "recinto de ouro" ou "templo dourado"). Templo esse que foi destruído parcialmente pelos colonizadores e sobre suas bases hoje se acha o Convento Museu de Santo Domingo,  que conserva muito da estrutura original, permitindo que se tenha idéia da magnitude inicial, dessa que é a maior e mais importante obra arquitetônica de Cusco.





Fizemos o circuito das igrejas e com certeza terei que voltar para rever com mais tempo toda aquela riqueza da arquitetura colonial espanhola erguida em solo sagrado inca e mantendo a convivência pacífica  da fé católica com a tradição Inca,  presente em todos os templos. 

Passamos pelo Mercado San Pedro, onde degustamos algumas iguarias e nos deliciamos mais com a visão colorida de tantos produtos da terra do que propriamente pelo sabor. O tempo era pouco.




Não vou ficar aqui descrevendo igrejas, palavras não traduzem a grandeza da visão daqueles monumentos góticos, renascentistas e barrocos peruanos. É preciso ver, estar lá, sentir a emoção de fazer parte da obra. Apenas postarei algumas fotos.

Catedral de Cusco


Igreja e Convento de La Merced


Igreja e Convento da Cia de Jesus


Igreja e Convento de São Francisco


Igreja de San Blas, no bairro boêmio de mesmo nome


Se quiser sentir um gostinho, acesse:
https://www.cuscoperu.com/pt/viagens/cusco/sitios-arqueologicos/qorikancha

http://machupicchubrasil.com/06-igrejas-mais-incriveis-de-cuzco-no-peru/

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Peru - Compilado de Viagem X - Sacsayhuaman

Cusco mexe comigo. Embora tenha chegado à noite, a agitação da Praça de Armas atiça minha curiosidade e a ansiedade pelo amanhecer, para poder ver aquilo que sentia. Estamos no mês da festa da colheita e as tradições explodem em todos os cantos. O trânsito estava ruim por conta do encerramento de um dos desfiles que se sucederão por todo o mês de junho.

Cansada, mas encantada, tomo banho, faço um lanche no quarto do hotel imaginando que à medida que o tempo passa mais me aproximo do objetivo final dessa minha aventura, mas por enquanto contento-me em colocar um poncho e o chapéu comprado em Arequipa, mirar no espelho e porque não? Fazer um selfie. 

17 de junho – 7h e 30min pontualmente embarco na  VAN que me levará ao Parque Arqueológico de Sacsayhuaman,  mencionado no livro “Eram os deuses astronautas?”. Segundo nosso guia, o eficiente e paciente Ruben, não eram, e provará com suas explicações que todo aquele sítio, construído a partir de rochas enormes, com encaixes perfeitos, trazidas de longe, polidas e assentadas umas sobre as outras com a inclinação exata para resistir aos terremotos, como tem resistido até agora, é obra de um povo, cuja civilização dominava as mais sofisticadas técnicas de construção.  Só vendo para crer.